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Palenque parecia ser o destino de todos os viajantes que conhecemos por isso hesitamos por um tempo antes de decidir ir direto para a Guatemala pois, de outra forma, teríamos que pagar uma multa bem alta por ficar além do prazo do nosso visto de trinta dias. Também estavamos excitados para chegar em um novo país. As boas-vindas não foram muito calientes. Conseguir o carimbo no passaporte não foi problema nenhum, mas quando eles quizeram detetizar a Vagalosa nós protestamos, sem resultado algum. Depois de descarregarmos toda a comida eles a encheram de veneno e ainda por cima nos cobraram 10 dólares pelo serviço. (Desconfiamos que as dores de cabeça que tivemos nos proximos dois dias, não foram só resultado da altitude...) Recuperamos o nosso bom humor na alfândega, quando servimos de intérprete para um americano chinelão que queria entrar no país sem nenhuma identificação a não ser a carterinha de desemprego de sua namorada!!! Ele era uma caricatura da mentalidade da povão dos Estados Unidos que pensa que a America Latina é nada mais que o quintal deles. Era um pouco antes do pôr do sol quando entramos na Guatemala. Na nossa frente, só imensas montanhas cobertas de verde e uma estrada cheia de buracos. Dirigimos por uns poucos kilômetros,jantamos e dormimos num posto de gasolina. Pela manhã nos surpreendemos ao descobrir que nos fundos do posto havia piscina, restaurante e pista de danças tudo coberto com palha, tri-tropical. Dali em diante só foi subida, numa estrada literalmente caindo aos pedaços com desabamento causado pelas chuvas e com partes bloqueadas por desmoronamentos. Embora tenhamos parado só pra trocar dinheiro, tirar fotografias da paisagem deslumbrante e para devorar galinha frita com café num vilarejo, nos levou o dia inteiro para cobrir os 220 kilometros até Sololá, acima do Famoso Lago Atitlán. Para nos recompensar com os desafios do dia apreciamos um pôr de sol lindíssimo sobre o Lago que é cercado por três vulcões imensos. Sexta-feira é dia de feira em Sololá. Parecia que a população de todas as vilas das montanhas vieram para a cidadezinha para vender suas verduras e seus artesanatos. A intensa cor das roupas indígenas, o aparente caos de frutas, vegetais, carnes, temperos, tecidos, cerâmicas, etc, além dos ônibus decorados, foram um banquete para nossos olhos. Caminhar através da feira era um puxa e empurra por todos os lados. Este foi definitivamente a feira menos "prá-turista-ver" que já estivemos. Depois de fazer umas comprinhas modestas topamos o desafio de descer até beira do lago, numa cidade chamada Panajachel. A um dado momento a estrada era tão inclinada que a vagalosa continuava descendo embora André estivesse pisando fundo nos freios. Ficamos alliviados ao chegar são e salvos; secamos o suor frio de nossas testas e acampamos bem na frente do lago, no Hotel Tzanjuyú. |