21 December 1999

(veja tradução no fim da página)

In some coountries it is very hard to find internet connections, especially when you have to hook up your own computer. That's why it takes us a while sometimes to share our adventures with you.

Leaving Panajachel, it was again up the hill and down on the other side and so on, all the way to Antigua Guatemala. Our guide book named this town the most beautiful in Central America. But for us it lags far behind San Cristobal de las Casas, in appearance as well as atmosphere (We have to note that Mexiko is considered part of North, not Central America). We did meet a few very nice people, though, like Uli the carpenter from Germany. He is a member of a brotherhood, refining the knowledge of his trade while travelling the world. We also enjoyed a tour through the Casa K'ojom, a museum of Mayan music. The next day we left early, got lost in the chaotic traffic of Guatemala City, drove on through beautiful landscape and around 4pm, we reached the dirt road leading to the Honduran border. Two hours, but only fourty kilometers later we reached the border town of El Florido and cleared the Guatemalan customs, only to find that the Honduran side had already closed for the day. So we had to spend the night in no man's land. We entered Honduras at 7am and reached Copán Ruinas after another fifteen kilometers of dirt road. For the first time on our trip through the Mayan homeland, we visited an archaeological site. We spent all day wandering around and above these magnificent stone structures and admiring the intricately carved stelae, which Copán is famous for. We had read about some hot springs close by and thought this would be the perfect place to rest our tired bones. The way there led again along a dirt road. This time it took us two hours for twenty kilometers and we wondered whether it was a good choice to subject Vagalosa to these strains. We arrived at the springs just as it got dark and forgot our worries in the soothing warm waters. We did not sleep too easily, though, as the moon only peeked out occasionally from behind the clouds. Any rain fall would worsen the condition of the road back. The next morning we woke up to a drizzle which changed to light rain that lasted for half an hour. We went for another dip in the sulfuric waters, this time in the natural pools across the river and climbed up the muddy slope through the dense jungle to see the steaming water gushing out of the ground. Towards noon we got ready, took a deep breath and headed up the concrete drive way towards the road. About halfway up we felt the back wheels slipping and tried to straighten out, but the rear end was out of control and slid off the concrete and down the grassy slope. Luckily, a fence post prevented us from sliding all the way down the hill side. I had to climb out of a window as the door was pressed against the fence. In the meantime about half of the village's population had assembled by the fence up on the road to see what had happened. It was obvious that Vagalosa would not be able to get back up on her own again and no car would be strong enough to pull her out. One man mentioned that they had tractors at a coffee plantation, half an hour down the road and offered to drive me. So we went there, explained what had happened and two hours later Vagalosa was back on the road again, with only a few scratches and dents. During the whole operation we were surrounded by about thirty curious kids, screaming, laughing and trying to climb into the car. Although they were more of a pain than help, we still wanted to give them something, so we gathered pencils, a few quarters and some post cards. As soon as they noticed what we were up to they all rushed to Vagalosa's door, almost squishing the ones in front. We asked the people frolm the coffee plantation to escort us with the tractor through the most treacherous part of the road back to Copán, just in case. After another two hours we were safely back on paved road. We pulled over at a sort of mini mall/leisure center and enjoyed a night of worry free sleep. The next morning we spent cleaning the mud out of Vagalosa and bending the sheet metal back to more or less its original shape. We got on the road around 2pm and drove through to Tela on the Caribbean coast. We arrived there at 7pm, parked Vagalosa at a run down hotel and treated ourselves to a delicious seafood dinner. Because we were both a bit sick, me with a cough and Carla with "tourist's disease", we went to bed early but were wakened about every hour by a cock mistaking the almost full moon for the rising sun. Today, we headed for the beach right after breakfast. It was not as paradisiac as we had hoped and a constant flow of beggars, beach hustlers and obnoxious teenagers soon had us gather our stuff and head out of town towards Tegucigalpa,  the capital of Honduras.

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Candelaria, our best friend in Panajachel

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Uli, the journeyman

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Vagalosa taking on the road

drive at your own risk

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detail of a Stele at Copán

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Mayan King "18 Rabbit"

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reincarnation of a Mayan King?

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Caribbean coast at Tela, Honduras

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Em alguns países é difícil achar lugares para connectar com o internet, especialmente quando você tem que usar o seu próprio computador. É por isso que demora um pouco para podermos dividir nossas aventuras com vocês.

Depois de Panajachel, foi só subida e descida de novo, até Antigua, Guatemala. Nosso guia turístico dizia que essa era a cidade colonial mais linda da América Central, mas na nossa opinião, não chega nem aos pés de San Cristobal de las Casas, nem em aparência, nem em atmosfera ( porém,  o Mexico é considerado parte da America do Norte). Para compensar nosso desapontamento, encontramos umas pessoas bem interessantes, como Uli, um carpinteiro da Alemanha. Ele é membro de uma irmandade, cujos membros aprimoram seu ofício enquanto viajam pelo mundo. Também fomos ao museu de música maia, a Casa K'ojom. No dia seguinte saímos cedo, nos perdemos no tráfego caótico da Cidade da Guatemala, seguida de paisagens lindas e lá pelas 4 da tarde chegamos na estrada de chão que seguia para a fronteira com Honduras. Duas horas, mas apenas 40 kilometros mais tarde, chegamos na vila da fronteira, chamada El Florido e  passamos pela burocracia da Guatemala. Porém, quando chegamos no lado de Honduras, já tinham fechado a fronteira e tivemos que passar a noite entre os dois países, numa terra de ninguém. Entramos Honduras as 7 da manhã e chegamos a Copán Ruinas depois de 15 kilometros de chão batido. Pela primeira vez em nossa viagem através das terras maias, visitamos uma reserva arqueológica. Passamos o dia inteiro explorando as magníficas estruturas de pedra e admirando as esculturas majesticas pelas quais Copán é famosa. Tinhamos lido sobre umas águas termais e pensamos que seria perfeito para relaxar depois de tanta caminhada. Porém era outra terrível estrada de chão e dessa vez demorou 2 horas para cobrir os 20 kilometros e nos arrependemos de fazer a Vagalosinha passar tanto trabalho. Chegamos lá bem quando estava começando a ficar escuro e relaxamos nossas preocuções nas águas fumegantes. Contudo, não conseguimos dormir descansados pois a lua só aparecia de vez em quando por detrás das nuvens carregadas e qualquer chuva iria piorar demais a condição do caminho de volta. Na manhã seguinte acordamos com a garoa que virou uma chuva fraca e que durou por meia hora.  Nada a fazer senão dar outro mergulho, dessa vez nas piscinas naturais do outro lado do rio. André entrou mato a dentro e viu a água brotando do chão. Por volta do meio dia, nos aprontamos para encarar a lama, respiramos fundo e começamos a subir a trilha de concreto numa lomba bem inclinada em direção ao portão do lugar que dava para a estrada.  Lá pela metade da subida, sentimos as rodas de trás derraparem e perdemos o controle da traseira que caiu pra fora da trilha e só não capotamos por que a Vagalosa ficou encostada numa cerca de arame e de pilares de concreto que corria ao lado da trilha. André teve que sair pela janela para buscar ajuda, pois a nossa única porta, do meu lado, estava imprensada contra a cerca. Nesse meio tempo, quase metade da população  do vilarejo se aglomerava no portão para ver o que tinha acontecido. Era óbvio que a Vagalosa não sairia dali sozinha e que nenhum carro teria força para rebocá-la. Um cara disse que haviam tratores numa plantação de café que ficava  a uma meia hora dali e ofereceu uma carona para o André, enquanto eu fiquei tentando manter o equilibrio dentro da novo centro de gravidade da Vagalosa. André voltou de trator duas horas mais tarde e depois de muito esforço, Vagalosa estava de volta a estrada, com apenas alguns arranhõezinhos e amassões. Durante a espera, cerca de trinta crianças curiosas,  cercaram-na e gritando  tentavam subi-la enquanto eu as chingava. Embora eles tenham nos incomodado, nós decidimos dar-lhes umas lembrancinhas para que se acalmassem, então juntamos uns lápis, moedas e cartões para distribuir. Mas assim que eles perceberam o que íamos fazer  todos se atiraram para a porta da Vagalosa se espremendo uns aos outros... Nós pedimos para os caras do trator nos escoltarem através da parte mais perigosa da estrada. Depois de mais duas horas estávamos são e salvos de volta a estrada pavimentada. Passamos anoite no estacionamento de um mini shopping center e dormimos profundamente. A próxima manhã passamos limpando a lama e estreitando os amassados da Vagalosa. Lá pelas 2 da tarde nos dirigimos em direção a costa do Caribe. Chegamos em Tela as 7, estacionamos num hotelzinho caindo aos pedaços mas com um simpático dono e esbanjamos numa janta de frutos do mar bem merecida. Por estarmos os dois meio adoentados, eu com a famosa doença dos turístas (e o nosso banheiro não funciona mais) e André com uma tosse desgraçada, dormimos cedo mas para nossa frustação, acabamos sendo acordados cedo demais por um galo que certamente confundia a lua cheia pelo sol nascente. Hoje fomos para a praia depois do café, mas não era tão paradisíaca como esperavamos e por causa do excesso de pedintes e de adolescentes jogando bola de futebol na nossa cara, juntamos nossas coisas e nos encaminhamos para Tegucigalpa, a capital de Honduras.

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