6 January 2000

(veja tradução no fim da página)

Since Tela we have been eating kilometers again. First up into the clouds, through the mountains of Honduras, down the other side to the tropical Pacific coast, then past the smoking volcanoes of Nicaragua. To cross that border we had to swallow a full serving of banana bureaucracy and on the other side we were greeted by a road which consisted mainly of potholes with only a few patches of pavement left inbetween. Waking up to the majestic sight of Volcan Viejo, we soon forgot the harsh welcome we had the night before. We filled our tank at an ultra modern gas station, complete with mini-mart fridges filled with import beers and everything marked in English (?!), and drove on, now on a beautiful, freshly paved road to Leon. The town was in full pre-christmas frenzy. We toured the sights, had some Lebanese pizza, did the WWW thing and camped for the night in a truck repair yard. Christmas Eve we continued to Masaya, peeked into the smoking crater of Volcan Nindiri on Christmas day and parked Vagalosa next to the Christmas tree on Granada's central square that night. The last stretch through Nicaragua led along the immense Lago de Nicaragua. The prevailing high winds, typical for narrow strips of land, flanked by large bodies of water, made us feel as if we were sailing Vagalosa down the road. Shortly after sunset we arrived in Liberia, Costa Rica. Here, the welcome was of the warm, easy kind and we immediately felt comfortable, so comfortable in fact, that the next day we called Alessandra, our gypsy priestess and convinced her to join us. Less than 24 hours later we picked her up at Liberia airport. First we treated her to a late lunch of take-out roasted chicken at a near by canyon with Chorutega (the indigenous peolpe of Costa Rica) petroglyphs. The rest of the evening we spent sharing our stories and treasures. The next morning we stocked up on our food supplies and headed for the beaches of Peninsula de Nicoya. In Playa Tamarindo we got our first experience of Costa Rican "Pura Vida".....and the end of the millennium came around very quickly. We tried to organize a dance party on the beach, but the sound system we were promised never arrived and we ended up welcoming the future with our two bottles of champagne and brazilian songs around a bonfire under the stars.

After a day of recovery from the festivities we moved on down the coast. Our next stop was Playa Carrillo, a beautiful, crescent beach, lined with coconut palms. The rocks at the end of the beach with their many tidepools offered us hours of exploring marine life and gathering treasures. The further we went the worse the road became. What was a gravel road first, soon turned into a dirt road, crossing rivers and streams. Vagalosa got stuck only once and was freed quickly again with the help of  some passers-by. At Playa Islita we had the whole beach almost entirely to ourselves. From there on the road was so tricky that we had to put in a rest stop in Rio Frio, a village of about 25 people. After a few more river fordings, the road finally got better again and a little later we were refreshing ourselves under the waterfall of Montezuma.

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Volcan Viejo

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Volcan Nindiri

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Christmas in Granada, Nicaragua

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Chorutega Petroglyphs

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Playa Tamarindo

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The last Sunset of the old Millennium

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Excellent table service at Vagalosa's starboard side

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Stocking up on pipas in Rio Frio

Montezuma's waterfall

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Desde Tela, a Vagalosa tem feito muita kilometragem. Primeiro subimos em direção as nuvens, através das montanhas de Honduras e daí descemos pelo outro lado da serra para a costa tropical e depois passamos pelos vulcões fumegantes da Nicarágua. Para atravessar a fronteira tivemos que engolir um prato cheio de burocracia e no outro lado fomos recebidos por uma estrada que era mais buraco do que asfalto. Para nos aliviar da árdua entrada em Nicarágua fomos visitar o majestico volcão Viejo. Enchemos o tanque num posto de gasolina ultra moderno e americanizado com tudo escrito em inglês(?!) e fomos em frente agora numa recem pavimentada e bonita estrada até Leon. A cidade estava tomada pelo frenesi pré-natalino. Passeamos um pouco, comemos pizza libanesa(!), computamos e passamos a noite no patio de uma mecânica de caminhões. Na véspera de natal seguimos para Masaya, demos uma espiada na fumegante cratera do volcão Nindiri no natal e estacionamos nossa Vagalosa próxima a uma enorme árvore de natal no parque central de Granada, uma das cidades colonias mais antigas do país. Dali fomos visitar o gigantesco Lago de Nicarágua que até parecia um mar com onda e tudo. Os ventos fortíssimos, tipicos de pedaços estreitos de terra ladeados de  água, nos deu a sensação de estarmos velejando na estrada. Logo depois do pôr do sol nós chegamos em Liberia na Costa Rica. Aqui a recepção foi calorosa e fácil e nós imediatamente nos sentimos confortáveis, tão confortáveis que no dia seguinte ligamos para nossa grande amiga e sacerdotiza cigana Alessandra, e a convencemos a juntar-se a nós para o final do milênio. Em menos de 24 horas fomos pegá-la no aeroporto de Liberia. Estávamos extasiados e famintos, então compramos um frango assado e fizemos um picnic num pequeno desfiladeiro com um córrego e com petroglifos dos antigos Chorutegas (os pré-colombianos de Costa Rica). O resto da noite passamos contando-lhe nossas aventuras e mostrando-lhe os tesouros que encontramos pelo caminho. Na manhã seguinte fizemos um rancho e nos mandamos para as famosas praias da península de Nicoya. Na praia Tamarindo experimentamos pela primeira vez o que os costariquenhos querem dizer com a expressão "pura vida" ( que é usada tanto com cumprimento como para chamar algo de muito legal). Tudo estava tão pura vida que o final do milênio chegou quase que despercebido. Tentamos organizar uma festa rave na praia mas o som que nos prometeram nunca chegou e acabamos dando boas vindas ao futuro com duas garrafas de champagne, cantoria em volta da fogueira e oferenda pra Yemanjá debaixo das estrelas. Tudo tão lindo e cheio de paz que acabamos dormindo na praia.


Depois de um dia para recobrar as energias decidimos explorar as outras praias. A próxima parada foi a Praia Carrillo, linda, em forma de lua crescente e cheia de coqueiros. Os rochedos no final da praia com suas piscinas nos ofereceram horas de exploração da vida marina e de catação de conchinhas. Dali em diante, as estradas ficavam cada vez piores. Logo estavamos cruzando córregos e rios. Vagalosa, agora quase uma anfíbia, atolou apenas uma vez mas foi salva loguinho com a ajuda de outros turistas. Na Islita tivemos a praia quase só para a gente. De lá a estrada só piorou e portanto tivemos que passar a noite numa vila com aproximadamente 25 moradores, chamada Rio Frio. Depois de muitas outras ameaças de atolamento, a estrada finalmente melhorou e logo estávamos nos refrescando debaixo da cachoeira de Montezuma.

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