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Saímos de Santiago bem tarde e também um pouco cansados, então so dirigimos por umas 80 milhas até a Playa Los Cocos. Chegamos bem em tempo para tomar um banho de mar enquanto o sol se punha no oceano, mas como a praia não tinha nada de especial, partimos logo na manhã seguinte. Desde então houveram várias razões pelas quais nao pudemos manter nossa comunicação digital com vocês em dia. Primeiro, passamos dois dias em uma praia remota a umas quarenta milhas de Puerto Vallarta, chamada Punta de Mita. Como os únicos com quem dividimos milhas de paraíso, foram as ostras e uns dois turistas, foi o lugar ideal para bater um papo mais profundo com a natureza. Nosso êxtase foi ofuscado pelo roubo de uma das cameras fotográficas, que tinhamos treazido para a praia, mas apesar de ficarmos um pouco abatidos, decidimos encarar o fato como uma lição para nos alertarmos mais e ao mesmo tempo como um sacrifício aos deuses que protegem os viajantes. Assim que partimos em direção a Puerto Vallarta percebemos que embora Punta de Mita permaneça intocada, o monstro da indústria turística está engolindo tudo que alimenta o espírito cigano. Nos abastecemos de pesos, gasolina e yogurte natural (uma das poucas agradáveis intrusões dos americanos são as lojas de comida natural) e continuamos em direção ao sul atrav´s de montanhas exuberantes e enormes plantações de coco e banana. Também desfrutamos do que deve ser a parte mais cara das estradas mexicanas: as trinta milhas entre Manzanillo e Tecoman nos custaram 13 dólares. Nossa próxima parada era Maruata que estava a apenas 80 km, mas porque oo pessoal nos preveniu contra os assaltos nas estradas, decidimos passar a noite em Tecoman. Como já estávamos "acostumbrados" com as noitadas nas cidadezinhas, não nos importamos com a cacofonia do trânsito matinal, também porque estávamos excitadíssimos para chegar na praia recomendada por nossa amiga Tali, que tinha marcado Maruata com cinco estrelas em nosso mapa. Para aumentar a nossa expectativa, tivemos a sorte de dar carona para um senhor que nos recomendou a uns amigos de lá, Don Nato e dona Felipa. sua "palapa" (casa e restaurante abertos, com telhado de palha ficava numa pequena ilha no delta do rio e a única forma de chegar lá era atravessando o seu leito não tão seco. Ficamos com um pouco de medo, mas André decidiu arriscar e quase conseguimos mas quando tentávamos subir o barranco do outro lado, a Vagalosa decidiu descansar seu traseiro na lama. Felizmente um grupo de nativos nos ajudaram a dar-lhe uma empurradinha e finalmente desembarcamos no paraíso. |