27 November 1999

(veja tradução no fim da página)

Zipolite is another one of those places where you could easily forget that the measurement of time had ever been invented. It's a little paradise, reinforced with concrete after the devastating visit of a hurricane two years ago and you'll discover the warm core quickly underneath its sometimes hard appearance. Zip-o-lite's history changed about 30 years ago, when some hippies started building a hangout called Shambala on the west end of  the beach. Later on, other places like "Lo Cosmico" and "Tao" sprouted along the beach front. Although the names tell of a flowery past, the scene is not as hippie anymore as we expected but still very easygoing. There's a lot of beautiful people to meet, very good food for a few pesos (try the fish fillet in an almond cream sauce at the Roca Blanca) and plenty of  occasions to satisfy your vices.

We parked vagalosa at the Roca Blanca, a hammock hotel on the nude end of the beach. Francisco, the owner gave us a nice spot in exchange for some dj-ing. The bright moon light kept us awake despite travel fatigue and we joined a small full moon gathering around a campfire on the beach, complete with live music and fire dancing by Eric from Hamburg. The next three days we spent exploring the surroundings, eating pizza with some gypsies from Italy and shaking our buts to lots of salsa, reggae and good old grooves at La Puesta, the local night spot. The highlight of our stay was meeting Manuel and Margarito, two troubadors from Guerrero, who introduced us to the "Chilena", a local variation of a lively musical style played by the sailors of a Chilean ship that had landed there some time ago. Though we were sad to leave, we had the nice company of Eric, the juggler/fire dancer, who was to ride with us to San Cristobal de Las Casas. Vagalosa's brakes hadn't been their old selves lately and we decided to have them checked in close-by Pochutla, before continuing down the coast. We also took advantage to connect again at the easiest and cheapest (if you bring your own computer) place this side of the Rio Grande, the caseta Cybeltel, owned by Eveline, a wild French woman, who sells everything from telephone and internet services to local clothing and rolling papers. While we were doing the digital thing, Vagalosa got soaked for the first time by a heavy downpour. By the time the rain had stopped it was night, but we decided to move on anyway. The brakes were still acting up and we stopped after only 60 kilometers in Huatulco, a very touristy and uninteresting beach resort. It took the whole next day to change the disintegrating brake shoes and to replace a leaking power steering hose. One thing that also needed fixing was our, until then, cool little swedish refrigerator, so we stopped in Salina Cruz the next day hoping to find someone knowledgeable in ammoniac refrigeration. We weren't successful, so we had to go on without the instant satisfaction of having a cold beer whenever we wanted. As we drove through the windy Isthmus of Tehuantepec, one of the spark plugs popped out but luckily, we had saved the old ones (I had bought spare ones at Pep Boys before leaving, they had not only sold me the wrong ones, but also two short. Pep Boys, you know what you can do with those spark plugs...!). We got to Tuxtla Gutierrez, the booming capital of Chiapas, around seven at night, Saturday night! The whole town was in the streets. We stilled our hunger with some delicious tamales at the market and, because of our bad experience with inner city sleeping, stopped for the night in neighboring Chiapa de Corzo.

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Zipolite Beach

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Typical Cabaña

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Margarito y Manuel

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Mileage appears smaller than actual size!

Pit Stop

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Zipolite é um daqueles lugares nos quais você poderia facilmente esquecer que os meios de medir o tempo foram inventados. É um pequeno paraíso, reinforçado com concreto depois da visita devastante de um furacão há dois anos atrás. Mas logo se descobre o seu calor humano debaixo de sua aparência as vezes um pouco dura. A história de Zipolite mudou radicalmente há trinta anos atrás quando alguns hippies construiram uma pousada só de cabanas de palha, chamada Shambala, bem no final oeste da praia, encima do morro. Mais tarde, outros lugares como o "Lo Cósmico" e "Tao" foram brotando ao longo da beira da praia. Embora os nomes sugiram um passado cor de rosa, a onda já não é tão hippie como esperavamos, mas ainda é bem calma. Há muitas pessoas legais para se conhecer e boa comida por poucos pesos. (sugerimos o filé de peixe ao molho de amêndoas do restaurante Roca Blanca.) Estacionamos nesse mesmo lugar, que também é uma pousada cheia de redes no lado nudista da praia. Francisco, o dono, nos forneceu um cantinho bem bom e em troca colocamos as caixas de som pra fora e viramos os DJ do point. A luz da lua cheia nos manteve acordados apesar do cansaço da viagem e nos juntamos ao lual com roda de violão e com "dança do fogo" (malabarismos com fogo) executada por Eric, um alemão de Hamburgo. Os próximos três dias exploramos as riquezas naturais, comemos pizza com uns ciganos da italianos e dançamos ao som de muito reggae, salsa e rock and roll no La Puesta, uma danceteria-bar super eclética. O ponto alto de nossa visita foi ter conhecido Manuel e Margarito, uma dupla de musicos romântica de Guerrero, que nos apresentaram a "Chilena" (lembra um pouco a música sertaneja brasileira, mas é bem melhor), uma variação de um animado estilo de música trazido por marinheiros chilenos há algum tempo atrás.
Embora estivéssemos tristes por ter de seguir em frente, ao menos nos comfortamos com a boa compania de Eric, que iria nos acompanhar até San Cristobal de Las Casas. Como os freios da Vagalosas não andavam muito bons ultimamente, achamos um mecânico em Pochutla, a cidadezinha mais próxima, antes de seguir de viagem. Também aproveitamos para conectar de novo no lugar mais barato desse lado do Rio Grande, chamado Caseta Cybeltel, que pertence a Evelyn, uma francesa muito louca, que vende de tudo desde serviços de internet até roupas típicas. Enquanto digitavamos, um temporal encharcou nossa Vagalosa pela primeira vez. Quando a chuva passou já era noite, mas decidimos dirigir de qualquer jeito. Mas como os freios pareciam não ter sido bem consertados, paramos a somente 60 kilometros dali em Huatulco, uma praia turística super chata. Infelizmente tivemos que passar o próximo dia ali para continuar consertando os freios e para trocar a mangueira da direção hidraulica. Outra coisa que precisava de conserto (e precisa até hoje: 7/12) era a nossa geladeirinha sueca até então super -"cool" (fria, mas tambem é giria para legal), então paramos em Salina Cruz no dia seguinte esperando encontrar alguém que entendesse do nosso tipo de refrigerador. Não fomos bem-sucedidos, então tivemos de ir em frente sem a mordomia daquela cervejinha gelada quando quer que tivessemos sede. Para completar, quando passavamos pelo istmo de Tehuantepec, uma peça que faz parte dos cilindros (a qual eu não sei o nome em Português) arrebentou, mas felizmente Andrezinho é bem prevenido e tinha guardado as partes velhas. Chegamos a Tuxtla Gutierrez, a barulhenta e suja capital do estado de Chiapas, lá pelas sete da noite no sábado. Parecia que a cidade inteira estava nas ruas. Matamos a fome com um deliciosos tamales (um rolos asados com massa de milho e recheados com tudo que é coisa, de galinha até frutas com anis) do mercado público e para conseguir dormir, fomos passar a noite numa cidade vizinha bem menor, chamada Chiapas de Corzo.

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