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Arriba y arriba, serpenteia a estrada em volta de uma massa de montanhas em cujo topo está San Cristobal de Las Casas, a 2300 metros acima do superfície dos oceanos. Vagalosa escala devagar e sempre, rumo as nuvens, mas como a altitude lhe deixa um pouca sem ar, damos uma paradinha no meio do caminho para encher os pulmões. Então paramos numa mini-fazenda de uma família indígena local (Tzotzil- decendentes dos Maya) na beira da estrada cuja banca com tecidos bordados coloridos nos chama a atenção. Enquanto tomamos um refri e aprendemos algumas frases na lingua deles, Eric dá um show de malabarismo para as crianças. Depois de uma hora de subida finalmente avistamos a famosa cidade. Estacionamos numa das ruas estreitinnhas e depois de um curto passeio, somos forçados a adicionar camadas e mais camadas de roupa de lã, pois a temperature estava um pouco acima do ponto de congelamento (e pensar que a 24 horas atrás estavamos num calor de rachar!). As ruas estão cheias de índios em seus trajes bordados de cores intensas, mestiços, hispânicos e muitos turistas do mundo inteiro. Logo descobrimos que o "Las Velas" é o ponto alto da noite. Assim que chegamos, a música é desligada e duas mulheres tomam conta da pista de dança com um espetáculo de fogo. Já que estamos na compania de um dançarino de fogo, não nos contivemos e fomos falar com as artistas. Willow e Odette são ambas da Austrália e estão viajando pelo mundo por quase um ano. Há uma química imediata entre a gente e elas nos convidam para passar a noite no camping em que estão parando, Rancho San Nicolas, no subúrbio da cidade. O único outro hóspede é Gerardo de Veracruz, um músico hipppie muito ecêntrico e contador de estórias, que é dedicado a manter a chama do Bob Marley acesa, um legítimo rasta-mexicano. Dançamos em frente a lareira de sua cabaninha e cantamos ao som de seu violão até altas horas da madrugada. Lá pelo meio dia conseguimos sair da cama e ficamos de boca aberta com a beleza serena do lugar. Nos próximos dois dias, quando estamos explorando a cidade, encontramos um atelier de papel caseiro e gráfica, chamado Taller Lenateros, dedicado a divulgar a vida e arte dos povos indígenas locais. |